Festa de Rodeio promove integração e celebra encerramento do semestre em escola estadual de Nova Iguaçu
Um dia de muita alegria, acolhimento e integração marcou a quinta-feira (9/7) no Ciep 345 Y Juca Pirama Intercultural Brasil-Suécia, em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. A unidade promoveu a quinta edição da tradicional Festa de Rodeio, iniciativa que já faz parte do calendário escolar e reúne estudantes, professores e a comunidade em um momento de confraternização. Além de celebrar a conclusão do primeiro semestre letivo e a proximidade do recesso escolar, o evento valoriza ainda a diversidade cultural brasileira por meio de uma programação temática.
— Esta celebração é esperada por todos aqui, desde o início do ano. É um momento especial de confraternização e alegria, com a participação de todos, o que cria uma ligação especial da comunidade com a escola — afirmou a diretora-geral da unidade, Evellin Tavares.
A festa contou com concursos culturais, brincadeiras e atividades interativas, fortalecendo os vínculos entre a comunidade escolar e proporcionando um ambiente de acolhimento para os alunos que ingressaram na unidade neste ano e um momento de descontração para os estudantes que estão concluindo o Ensino Médio. Os jovens também participaram de uma dança cheia de graça, criatividade e entusiasmo, arrancando aplausos do público.
— É um dia muito legal, que todo mundo se diverte, e junta a escola toda. Estou muito feliz e acho que todos estão gostando bastante — disse Matheus Vinícius, de 13 anos, aluno do 3º ano do Ensino Fundamental.
As festas countries são celebrações marcadas pela valorização das tradições e pela diversidade cultural. Ao longo dos anos, consolidaram-se como eventos que reúnem influências trazidas por imigrantes, costumes regionais e elementos do universo sertanejo, incorporando também referências aos rodeios e à cultura country norte-americana. No Brasil, essas festividades se fundiram com as tradicionais festas juninas, resultando em comemorações que unem música, gastronomia, danças típicas e manifestações culturais.
— Essa ação foi bem divertida, uma das mais queridas da escola. Em todos os anos, temos touro mecânico, pescaria com brindes e outras coisas, além das comidas e barracas espalhadas pelo pátio. Também tem a música, que o pessoal sempre se anima pra dançar. Não tem como não gostar — destacou Júlia Maria Rangel Anunciação de Oliveira, aluna da 3ª série do Ensino Médio.
A celebração ganhou um significado especial para os estudantes da 3ª série do Ensino Médio, que vivenciam seus últimos meses na escola e puderam compartilhar um momento de descontração e memória afetiva antes da conclusão dessa etapa de suas trajetórias educacionais.
Para Manuella Sousa de Oliveira, o evento vai deixar saudades. A estudante, que se forma no fim do ano, afirmou que vive uma mistura de sentimentos e que é grata por tudo que vivenciou na escola.
— Eu amo participar de todos os projetos. Saber que é minha última festa do rodeio, como aluna, dá um aperto no coração, mas quero aproveitar todos esses momentos deste ano aqui no Ciep — contou Manuella Sousa.
O aluno Leonardo César é outro que vai sentir falta da festa.
— Estou na 3ª série e sempre participei deste evento. É estranho, mas não estou triste de ser a último. Fico feliz por ter participado e por tudo que vivi na escola — ressaltou Leonardo.

Saiba mais sobre as interculturais
A escola da Baixada é uma das que integram o modelo intercultural da rede estadual de ensino, que alia as disciplinas da matriz curricular aos conteúdos específicos em uma determinada língua estrangeira. As unidades combinam o ensino das disciplinas da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) e o horário integral com o aprendizado de idioma, geografia, história e cultura dos países parceiros. Elas têm uma dinâmica clara e bem definida, apoiando a autonomia e a sensação de pertencimento dos estudantes.
A proposta pedagógica das interculturais permite que os estudantes façam uma imersão no mundo através das atividades realizadas pelo colégio. São verdadeiros “centros culturais”, portas de oportunidades para que os alunos sigam carreiras dentro e fora do país.
— Lutamos muito para que nossa escola se tornasse uma intercultural, e agora podemos ver o sucesso que estamos tendo, e, principalmente, a alegria e a sensação de pertencimento de nossos alunos, engajados na cultura do Brasil e também de um país muito desenvolvido como a Suécia — destacou a diretora.
Fotos: Sandra Barros – Seeduc-RJ
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