Atuação de cães farejadores é determinante na localização de corpo em Itaperuna
O trabalho do Batalhão de Ações com Cães (BAC) foi decisivo para a localização do corpo do médico Marcus Vinícius Duarte D’Almeida, encontrado na zona rural de Itaperuna. Em entrevista, o comandante da equipe, capitão Boia, explicou como ocorreu a operação.
Segundo o oficial, a equipe foi acionada pelo Comando-Geral da Polícia Militar e deslocada para Itaperuna nas primeiras horas da manhã, utilizando uma aeronave da corporação.
Ao chegar ao local, os militares realizaram a coleta do chamado “material de referência” da vítima, procedimento utilizado para que os cães farejadores iniciassem o trabalho de busca.
De acordo com o capitão, em cerca de uma hora os cães conseguiram indicar o local onde o corpo estava.
“Infelizmente, encontramos a vítima já sem vida, mas a missão foi cumprida da melhor forma, graças ao trabalho desses animais”, afirmou.
O oficial destacou que, apesar da rapidez da localização, o resultado é consequência do treinamento constante realizado pela equipe.
Durante a entrevista, o capitão apresentou a cadela Zaya, uma pastora-holandesa de quatro anos, que integra o BAC desde filhote e já participou de diversas operações.
Segundo ele, a formação de um cão operacional exige um longo processo, desde a seleção do animal até o amadurecimento para o trabalho em campo.
“Com aproximadamente dois anos de treinamento, podemos considerar que o cão está preparado para atuar operacionalmente”, explicou.
O BAC permanece à disposição da Polícia Militar para atuar em missões de localização de pessoas, buscas e outras ocorrências especializadas em todo o estado.
Sudeste Agora/Jorge Luiz

