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Final do Flamengo na Libertadores pode movimentar a economia do Rio em aproximadamente R$ 25 milhões neste sábado

O Flamengo pode ser o primeiro brasileiro tetracampeão da Libertadores neste sábado, dia 29, em Lima, no Peru. Por aqui, além da animação e da convicção de que o rubro-negro vai levantar a taça, a torcida também ajuda a impactar a economia da cidade. Segundo a Prefeitura do Rio, por meio da Riotur e da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico (SMDE), a final do Flamengo contra o Palmeiras pode movimentar a economia do Rio em R$ 24,8 milhões.

“Que o futebol é uma paixão, disso não temos dúvidas. Mas o esporte também movimenta a economia, gera oportunidades e aquece o turismo e o comércio ao reunir tantas pessoas nos estádios, em bares e festas. Eu, como rubro-negro, fico duplamente feliz com a expectativa em relação ao jogo, do ponto de vista econômico e esportivo”, avalia Osmar Lima, secretário municipal de Desenvolvimento Econômico do Rio.

Os cálculos levam em consideração o impacto econômico dos gatos dos torcedores cariocas, com a expectativa de reunir 152,5 mil pessoas, no dia do jogo, sábado – seja em bares, restaurantes, festas e eventos pela cidade. Flamenguistas de fora do Rio que retornam para curtir o clima de festa e acompanhar à final também entram nessa conta. As hipóteses desse levantamento, como a quantidade estimada de torcedores e os gastos médios, são baseadas no estudo “Economia do Futebol Carioca”, também elaborado pela SMDE e disponível no Observatório Econômico do Rio (https://observatorioeconomico.rio/).

“A cidade responde de forma muito positiva a momentos como a final da Libertadores. O aumento de público em bares, restaurantes e eventos gera impacto direto para a economia e para todo o setor de serviços. O trabalho conjunto da Prefeitura e da Riotur é justamente criar um ambiente favorável para que essa movimentação se traduza em resultado para quem empreende e para quem vive o Rio”, analisa Bernardo Fellows, presidente da Riotur.

Para Thiago Santos, carioca de 34 anos e morador de Oscasco em São Paulo, o Flamengo é parte da sua história. “O Flamengo significa uma das minhas primeiras paixões na vida, significa a minha identidade. Vim pelo fato de ser uma final em que o time chega num bom momento e pelo significado que vai ter assistir à final com meu tio, que me levou ao Maracanã pela primeira vez. E justamente na Penha, bairro do subúrbio carioca onde eu passava a maior parte do meu tempo.”

Neste sábado, o Maracanã não receberá jogo, mas a FlaFest e uma multidão de torcedores que vão acompanhar os jogos por 14 telões. Em região próxima ao estádio, no bairro do Estácio, a Urubuzada também realiza sua festa e espera receber cerca de mil pessoas.

O presidente da torcida organizada, Igor Simeão, destaca que sempre realizam eventos do gênero, na sede ou na Base do Samba (Rua Joaquim Palhares, 497), mas esse evento é especial. Ele reforça como o jogo pode gerar oportunidades.

“Nossa expectativa é reunir mil pessoas, e os ingressos estão esgotados. Para isso, teremos mais 40 pessoas trabalhando no evento de forma direta, como garçons, barmen, caixas, seguranças e músicos. Já de forma indireta, haverá profissionais trabalhando na montagem do telão, estrutura de som, aluguel de gelo, entre outros” lembra Simeão.

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